SINPOL/SE EMITE NOTA DE REPÚDIO PELO NÃO PAGAMENTO DE EXTRAS

A diretoria eleita do Sinpol/SE, emitiu uma nota repudiando o não pagamento de horas extras trabalhadas no mês de setembro

A diretoria eleita do Sinpol/SE, emitiu uma nota repudiando o não pagamento de horas extras trabalhadas no mês de setembro. Segundo informações passadas pela assessoria da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o não pagamento se deu após denúncia sobre suposta irregularidades no pagamento.

A SSP informa que o caso foi enviado para Controladoria Geral do Estado (CGE) que ainda esta semana será informado a decisão da controladoria, se irá autorizar ou não o pagamento.

Veja o que diz a nota do Sinpol:

Diretoria eleita do Sinpol/SE repudia o não pagamento de horas extras trabalhadas no mês de setembro. Situação poderá resultar em um esvaziamento de policiais civis nas delegacias plantonistas da capital e interior

A diretoria eleita para estar à frente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) no período de 2019 a 2022 vem a público esclarecer à sociedade um problema que atingiu os policiais civis neste sábado, 10, e alertar para possíveis futuras situações desagradáveis que podem atingir o povo sergipano.

Após reunião na tarde deste sábado, optamos por esclarecer ao cidadão o abuso que os policiais civis sofreram na presente data:

  1. a) Os policiais civis estão há mais de oito anos sem reajuste salarial. Por conta disso, muitos trabalham horas extras para conseguir arcar com suas despesas. Isso significa perder os finais de semana em convívio com suas famílias, abdicar de horas de descanso e lazer, tendo uma qualidade de vida ruim. Além disso, correm os riscos inerentes à profissão ao longo das madrugadas e muitas vezes emendam esses plantões com o horário de expediente diurno.
  2. b) Diversas operações estão sendo realizadas em todo o Estado de forma a combater a expansão do crime organizado. Apesar de concordarmos que esse trabalho é fundamental para minimizar os efeitos da violência e criminalidade em Sergipe, destacamos que o policial civil participa das operações de maneira voluntária, sem receber nenhum valor a mais pelas horas-extra de trabalho onde arrisca inclusive a própria vida.
  3. c) Neste sábado, 10, os policiais civis foram surpreendidos com o não pagamento destas horas trabalhadas – ainda referente ao mês de setembro – e estão indignados. Por conta disso, a diretoria eleita recebeu diversas ligações e mensagens no intuito de obter uma explicação sobre o fato. Ocorre que a justificativa para tal absurdo e desconsideração com o profissional deve partir da própria Polícia Civil ou do Governo do Estado. Até o momento, nenhum gestor ou autoridade política se pronunciou de maneira oficial sobre a falta do pagamento devido à categoria. Não houve sequer um informe interno que esclarecesse se o valor será pago ou não; e quando será pago.
  4. d) Diante do exposto, a diretoria eleita para o Sinpol/SE alerta que o não pagamento – já atrasado, pois se refere ao mês de setembro – das horas extras poderá resultar em delegacias vazias e sem atendimento ao cidadão nos turnos da noite e madrugada; finais de semana e feriados.

Por fim:

A categoria policial civil e a sociedade aguardam manifestação pública dos gestores da Polícia Civil e do Governo do Estado para esclarecerem a situação vexatória e humilhante que atingiu profissionais tão guerreiros que não fogem de suas responsabilidades diárias no combate à criminalidade nos 75 municípios sergipanos.

Estaremos ao longo da próxima semana à disposição dos colegas de imprensa que apoiam o trabalho do policial civil para esclarecimentos devidos e adicionais.

Nossa luta é justa. Estamos atentos.

Diretoria eleita para o Sinpol/SE – gestão 2019 a 2022.

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