Após epidemia de Zika, número de nascimentos em Sergipe volta a subir, diz IBGE.

Segundo o levantamento feito pelo instituto, Sergipe teve a alta mais expressiva entre os estados da região Nordeste.

O número de nascimentos em Sergipe voltou a subir em 2017 após a queda significativa registrada em 2016, ano em que a epidemia de Zika atingiu seus índices mais elevados.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao todo, foram 33.036 nascimentos ocorridos e registrados em 2017, um aumento de 5,1% em relação a 2016. Entre os estados da região Nordeste, foi a alta mais expressiva. Comparando os 27 estados, Sergipe ficou na sétima posição.

Casamentos

Se houve alta no número de nascimentos, o mesmo não pode ser dito dos casamentos civis. Em Sergipe, foram 7.545 em 2017, uma queda de 3,7% em relação a 2016, quando foram registrados 7.832 casamentos. Os números não incluem as chamadas uniões estáveis, mesmo que sejam registradas em cartório. Desde 2013, em virtude da Resolução nº 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a pesquisa contempla também os casamentos civis entre cônjuges do mesmo sexo.

Apenas 0,3% dos casamentos registrados em 2017 foram entre cônjuges do mesmo sexo. Foram 23 uniões homoafetivas ao todo: 12 cônjuges de sexo masculino e 11 uniões entre cônjuges de sexo feminino).

Em 2016, foram 21 uniões, o que indica um avanço de cerca de 9,5%. O maior percentual de casamentos entre pessoas do mesmo sexo em relação ao total de casamentos é registrado nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Santa Catarina (1,03%), São Paulo (0,86%) e Distrito Federal (0,84%) são, nessa ordem, as unidades da federação com os maiores percentuais de casamentos homoafetivos.

Divórcios

Em relação aos divórcios, Sergipe teve uma alta de 23% entre 2017 e 2016. Em 2017, foram 2.871 contra 2.334 em 2016. Foi o aumento mais significativo entre os estados da região Nordeste, que foi a única região do país com queda no número de divórcios de um ano para o outro.

Mortes

Os dados divulgados pelo IBGE também apontam para um aumento no número de óbitos, o que reflete um padrão de envelhecimento crescente da população brasileira. Em 2017, foram registrados 12.459 óbitos de pessoas com sexo e idade informados. Esse número é 45% maior que o valor registrado há uma década: em 2007, os óbitos somaram 8.594 registros. Sergipe teve um crescimento quase duas vezes mais intenso do que a média nacional para o período, que ficou em 23,5%.

G1 SE.

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